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Isolamento e socialização em tempos de coronavírus

ECOA

21/03/2020 04h00

Eu sou uma pessoa bastante sociável, que adora ver e conhecer pessoas e socializar no geral. Então, imaginem a minha angústia ao ter que ficar de molho em casa pelas próximas semanas com o advento da pandemia de Covid-19 e o já tão alardeado coronavírus. Sabemos que todo cuidado é pouco para frear o avanço de um mal que ainda não está plenamente explicado e cujas consequências ainda estão sendo contabilizadas. Quero falar sobre como lidamos com esse isolamento forçado da vida cotidiana.

O que falar dos idosos, acostumados a sair para lá e para cá, como ouvi falar esta semana, e que agora estão se sentindo sozinhos nesse confinamento forçado e muitos deles sem grande conhecimento das tecnologias? Ajudar aqueles que precisam neste momento, se possível, se faz importante. E as crianças, hiperativas e cheias de energia, que não podem brincar nem se sujar loucamente como fazem sempre? Outras formas de gastar esta energia devem ser pensadas, e isto pode aproximar pais e filhos.


A influenciadora Gabriela Pugliesi está isolada em casa desde que foi diagnosticada com coronavírus

Muitos estão em quarentena com seus familiares, e por motivos que já falei anteriormente, isso pode não ser o melhor caminho para quem tem problemas insolúveis de aceitação pela família — pelo contrário, essa aproximação pode gerar gatilho para outras violências e acarretar sequelas psicológicas intensas. Alguns amigos, enquanto escrevia este texto, me falaram que estão tendo que encontrar formas de lidar com a ansiedade que a ocasião traz.

E retomo a importância de nos mantermos em contato com as pessoas que realmente importam na nossa vida. Pode ser que o contato seja reduzido e não aquele que queremos ou que precisamos, mas se apoiar nessa rede de cuidado pode ajudar a lidar melhor com o isolamento. Se você tem amigos que precisam de apoio neste momento, apoie-os, mesmo que seja para dizer "estou aqui". Se você precisa de ajuda, não hesite em pedi-la, alguém estará a postos, seja algum amigo, algum parente que realmente conta, seu psicólogo, ou mesmo o CVV (número 188) se a coisa apertar.

Espero que todos consigamos passar por este momento tão delicado com serenidade, e logo poderemos socializar de novo.

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Sobre a autora

Estudante de Letras, Mari Rodrigues participa da Frente de Diversidade Sexual e de Gênero da USP. É apaixonada por comida do norte e por reciprocidade nas relações. Ainda está decidindo o que vai fazer com sua vida.

Sobre o blog

Falar de si e falar de um mundo melhor. Como as experiências pessoais de uma pessoa que já enfrentou tanto por ser quem é podem contribuir para que o mundo seja mais diverso e inclusivo?