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Podemos ser versões melhores de nós mesmos

ECOA

04/01/2020 04h00

Neste réveillon uma coisa muito interessante aconteceu: encontrei uma pessoa conhecida na cidade, que tem pensamentos diametralmente opostos aos meus e mesmo contraditórios com a sua condição. Como era um ambiente pequeno, não deixei de cumprimentá-lo dando "feliz ano novo" e toda essa pompa e circunstância que o momento pede. Lembrei-o de quem eu era e até tiramos uma foto juntos para que ele mostrasse a um amigo em comum.

E isso me fez pensar que nesses períodos de confraternização, não somos tão virulentos em nossos pensamentos e até baixamos nossa guarda em favor de momentos de paz. E é sobre isso que eu quero falar hoje: podemos sim ser versões melhores de nós mesmos. E não apenas em momentos de reflexão e confraternização.

É difícil para muitos, eu sei. Mas podemos nos abrir ao diálogo, desde que ele não venha carregado de ódio e de preconceito. Podemos argumentar, se possível. Podemos discordar, e isso é bom para uma democracia saudável que tanto almejamos.

Outra coisa que podemos fazer para sermos cada vez melhores é repensar nossas atitudes. Todos temos alguma atitude que não nos faz bem, ou não faz bem a outras pessoas, ou ao ambiente. Ter esta autocrítica é importante para que possamos, antes de colaborar com o outro, estar em paz conosco.

Desconstruir preconceitos também é fundamental. Todos temos algum. E não adianta dizer o contrário. Conhecer melhor o outro e o que ele passa é fundamental para depois termos uma opinião qualificada a respeito. Estar aberto a novos conhecimentos nos faz ser pessoas melhores e mais engrandecidas.

Sobre a autora

Estudante de Letras, Mari Rodrigues participa da Frente de Diversidade Sexual e de Gênero da USP. É apaixonada por comida do norte e por reciprocidade nas relações. Ainda está decidindo o que vai fazer com sua vida.

Sobre o blog

Falar de si e falar de um mundo melhor. Como as experiências pessoais de uma pessoa que já enfrentou tanto por ser quem é podem contribuir para que o mundo seja mais diverso e inclusivo?

Marina Rodrigues